A chuva escorre pela janela, em um espaço curto de tempo. As
coisas mudam, os pensamentos voltam, o coração congela, por não querer mais
nada do que já teve, por não querer a doce ilusão de ter tudo que sempre quis e
acreditar demais em tudo e em
todos. Os dias, sempre iguais aos outros e sempre trazendo a
mesma incerteza. Talvez quando deitava na cama, atravessava um mar de ilusões,
ficava preso na caverna e não procurava nada de melhor. Aquela dor que vinha de
dentro do peito e atravessava o coração e por mais que tu soubesses que estava
lá, não conseguia tirar de lá. Sinto falta daquele alguém que mesmo que tudo ruísse,
não iria soltaria a mão que nos prende, que não deixaria cair, por maior que
seja o abismo em nossa frente. Aquela que falaria mentiras, só pra ver um
sorriso em teu rosto, que faria de tudo pra te ver sorrir.
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