O mundo está ruindo lá fora, a chuva escorre lentamente pela
janela. As memórias se apagam com o tempo e nós temos aquela doce lembrança de
tudo o que aconteceu. É estranho pensar que alguém consiga viver com a
incerteza dentro do próprio coração, com a certeza de que poderia ter sido
diferente, se tentasse de outro jeito, se tivesse amado mais. Entre um café e
outro, penso em como é complicado, que talvez as coisas não sejam mais as
mesmas, a euforia que tomava conta dos meus pensamentos e do meu coração, a
vontade de pegar o telefone e ligar sem pensar duas vezes e que apesar de todas
as dificuldades, nós sempre acreditávamos que tudo daria certo no final. E com
o passar do tempo, vejo hoje que tudo cai na grande nuvem do acaso, do talvez e
do incerto.
domingo, 25 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Memórias de um Inverno Passado.
Fechava
os olhos e imaginava como iria ser, todas as possibilidades. Cada beijo, cada
abraço, cada olhar. Deitado, tudo parece ser tão real pra mim naquele momento.
Eu conseguia ouvir as palavras ao pé do ouvido. A música, mesmo que baixa,
batia na intensidade dos nossos corações, como se nós únicos fossemos. Foi
difícil separar o que era imaginação e o que era físico, real. Tudo ali parecia
um sonho que a qualquer hora o despertador iria tocar e tudo aquilo seria
mentira. Mais uma vez.
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