O mundo está ruindo lá fora, a chuva escorre lentamente pela
janela. As memórias se apagam com o tempo e nós temos aquela doce lembrança de
tudo o que aconteceu. É estranho pensar que alguém consiga viver com a
incerteza dentro do próprio coração, com a certeza de que poderia ter sido
diferente, se tentasse de outro jeito, se tivesse amado mais. Entre um café e
outro, penso em como é complicado, que talvez as coisas não sejam mais as
mesmas, a euforia que tomava conta dos meus pensamentos e do meu coração, a
vontade de pegar o telefone e ligar sem pensar duas vezes e que apesar de todas
as dificuldades, nós sempre acreditávamos que tudo daria certo no final. E com
o passar do tempo, vejo hoje que tudo cai na grande nuvem do acaso, do talvez e
do incerto.
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