Eu nunca soube lidar com o que havia dentro de mim, eu nunca soube. O único jeito que eu sabia lidar com essa confusão que existe dentro de mim foi reprimindo, diminuindo, porque eu nunca soube contar pros outros tudo o que eu sentia de uma forma que não fosse parecer babaca, exagerado e até mesmo de uma forma dramática.
Sempre foi difícil pra eu trocar o "eu" pelo "nós", porque da mesma forma que eu me entrego, eu desconfio até o último fio de cabelo. Quando as coisas acontecem na minha vida, ocorre um turbilhão, nunca acontece de uma forma calma e simples... Até as menores coisas. Fica difícil lidar de forma leve e superficial, tudo é uma maré de sentimentos, desejos e expectativas misturada com todas as frustrações que vem junto com elas.
Pois é muito melhor guardar pra si, do que achar que a maioria das pessoas vai buscar entender, ou sentir da mesma forma que a gente sente.
As pessoas não entendem, por mais que elas lutem pra entender, o que ocorre dentro da gente é sempre algo que temos que lidar com nós mesmos e eu nunca sei como lidar.
segunda-feira, 7 de março de 2016
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Abandonei.
Abandonei quem eu era, abandonei tudo que eu tinha. Hoje
sonho com o que eu queria ter de volta há um ano, toda felicidade, aquela
espera que amargava a boca e que fazia o coração bater mais forte. E eu no
fundo, era e conseguia ser a melhor pessoa do mundo. Aquela que não se
preocupava com pequenas coisas, que sabia o que realmente importava e que
priorizava e dava o devido valor a cada um. Não era vendido com mensagens, nem
promessas e muito menos com qualquer ilusão que as pessoas colocavam nas nossas
cabeças. Hoje nada é igual, acordo querendo que o dia acabe. Perco a paciência,
a esperança de ver que as pessoas possam realmente mudar, que possam fazer a
diferença pra alguém.
domingo, 12 de maio de 2013
Possibilidades.
Sento na areia, olho pro mar e imagino mil possibilidades de
resolver tudo. Quem sabe, em um piscar de olhos, as coisas pudessem simplesmente
mudar de direção e acabar dando certo. Olho pro céu e imagino onde você estaria
se ainda existe algo de mim dentro de ti, mesmo que seja algo pequeno, que
realmente fizesse a diferença pra você. Me pego pensando nas maneiras de
arrumar tudo, de achar um final pra nós dois. Os caminhos se tornaram
diferentes, a respiração já era descompassada, os corpos não se aqueciam uns
com os outros, o silêncio era assustador e os olhares já não se entediam por si
só. Quando sentava naquela cadeira, o mundo ficava tão grande pra mim, as
coisas simplesmente não deram tão certo como eu imaginava e tudo ficava tão
distante, como se nunca mais fossem voltar.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O Tempo que Passou.
Sinto falta do tempo que passou, de tudo que nós
planejávamos, de tudo que queríamos fazer quando só sobrasse nós diante do
mundo. As coisas que nós fazíamos quando estávamos sozinhos, a preocupação que
um tinha com o outro e até do ciúme e da falta que sentíamos um do outro. O
abraço antes de dormir, os beijos, as ligações e as cartas perdidas. O frio que
me consome pela falta do abraço e das palavras confortantes, daria tudo pra
viver tudo aquilo de novo. Até dos dias ruins, quando nós provávamos pra nós
mesmos que éramos capazes de superar tudo e que estaríamos juntos de novo.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Ponte aérea.
Acordo e sempre tenho a impressão que falta algo, alguma
coisa que me preenchia e que me confortava todas as noites, com uma simples
palavra ou com um pequeno sonho contado. Sinto falta das risadas, conversas,
das pontes aéreas e de todas as brigas, que no fundo sabíamos que era pura
besteira. Navegando aos céus, olhava pela janela daquele avião e percebia o
quão pequenos éramos, mas com corações vibrantes e que apesar de todas as
dificuldades, iríamos dar conta de tudo e tudo acabaria bem. As vozes na minha
cabeça, a mão suada, o olhar fixo e a certeza do amanhã, que nada passava de
uma doce ilusão. Sentado naquele banco com a música soando nos meus ouvidos e com
um peso imenso nas costas, esperando que tudo fosse diferente outrora.
domingo, 25 de novembro de 2012
Someday.
O mundo está ruindo lá fora, a chuva escorre lentamente pela
janela. As memórias se apagam com o tempo e nós temos aquela doce lembrança de
tudo o que aconteceu. É estranho pensar que alguém consiga viver com a
incerteza dentro do próprio coração, com a certeza de que poderia ter sido
diferente, se tentasse de outro jeito, se tivesse amado mais. Entre um café e
outro, penso em como é complicado, que talvez as coisas não sejam mais as
mesmas, a euforia que tomava conta dos meus pensamentos e do meu coração, a
vontade de pegar o telefone e ligar sem pensar duas vezes e que apesar de todas
as dificuldades, nós sempre acreditávamos que tudo daria certo no final. E com
o passar do tempo, vejo hoje que tudo cai na grande nuvem do acaso, do talvez e
do incerto.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Memórias de um Inverno Passado.
Fechava
os olhos e imaginava como iria ser, todas as possibilidades. Cada beijo, cada
abraço, cada olhar. Deitado, tudo parece ser tão real pra mim naquele momento.
Eu conseguia ouvir as palavras ao pé do ouvido. A música, mesmo que baixa,
batia na intensidade dos nossos corações, como se nós únicos fossemos. Foi
difícil separar o que era imaginação e o que era físico, real. Tudo ali parecia
um sonho que a qualquer hora o despertador iria tocar e tudo aquilo seria
mentira. Mais uma vez.
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