Acordo e sempre tenho a impressão que falta algo, alguma
coisa que me preenchia e que me confortava todas as noites, com uma simples
palavra ou com um pequeno sonho contado. Sinto falta das risadas, conversas,
das pontes aéreas e de todas as brigas, que no fundo sabíamos que era pura
besteira. Navegando aos céus, olhava pela janela daquele avião e percebia o
quão pequenos éramos, mas com corações vibrantes e que apesar de todas as
dificuldades, iríamos dar conta de tudo e tudo acabaria bem. As vozes na minha
cabeça, a mão suada, o olhar fixo e a certeza do amanhã, que nada passava de
uma doce ilusão. Sentado naquele banco com a música soando nos meus ouvidos e com
um peso imenso nas costas, esperando que tudo fosse diferente outrora.
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