domingo, 25 de novembro de 2012

Someday.


O mundo está ruindo lá fora, a chuva escorre lentamente pela janela. As memórias se apagam com o tempo e nós temos aquela doce lembrança de tudo o que aconteceu. É estranho pensar que alguém consiga viver com a incerteza dentro do próprio coração, com a certeza de que poderia ter sido diferente, se tentasse de outro jeito, se tivesse amado mais. Entre um café e outro, penso em como é complicado, que talvez as coisas não sejam mais as mesmas, a euforia que tomava conta dos meus pensamentos e do meu coração, a vontade de pegar o telefone e ligar sem pensar duas vezes e que apesar de todas as dificuldades, nós sempre acreditávamos que tudo daria certo no final. E com o passar do tempo, vejo hoje que tudo cai na grande nuvem do acaso, do talvez e do incerto.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Memórias de um Inverno Passado.

Fechava os olhos e imaginava como iria ser, todas as possibilidades. Cada beijo, cada abraço, cada olhar. Deitado, tudo parece ser tão real pra mim naquele momento. Eu conseguia ouvir as palavras ao pé do ouvido. A música, mesmo que baixa, batia na intensidade dos nossos corações, como se nós únicos fossemos. Foi difícil separar o que era imaginação e o que era físico, real. Tudo ali parecia um sonho que a qualquer hora o despertador iria tocar e tudo aquilo seria mentira. Mais uma vez.

domingo, 30 de setembro de 2012

Pedaços.


Eu tentei ser perfeito por diversas vezes e tentei não sentir nada, acreditar menos nos outros e apenas seguir em frente, nunca olhando pra trás. Acreditava em um mundo só meu, onde as coisas caminhassem apenas como eu quisesse do jeito que eu quisesse. Paro pra pensar como seria tudo isso, não dependendo de ninguém e onde só existisse o eu. Onde talvez, não existisse o coração, só a razão. Nada poderia ter saído tão errado, nesse lugar vazio com pessoas pequenas que me faz acreditar que sou muito melhor sozinho.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Wake Me Up When September Ends.


Guardo na minha memória, todos que por aqui passaram. Todos que quiseram ou fizeram a diferença, mesmo que por um momento, acreditavam que poderia ser diferente. Anos em vão, dias sem fim, o futuro é obscuro, uma incerteza em nossos corações. Olho pro céu e vejo que ainda há esperanças pra lutar, para seguir em frente. Busco apenas alguém que possa me guiar, pra me acalmar quando necessário e pra me abraçar quando não há mais nada a se dizer. O que procuro não tem nome, nem cor, nem tamanho. Talvez esteja por aí, caminhando como eu e procurando alguém que só queira o teu bem e jure não te abandonar pra sempre. Apenas me acorde quando setembro acabar.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Eterno Efêmero.


É difícil aceitar certas coisas, é difícil aceitar a efemeridade da amizade; a incerteza do amanhã e a constante mudanças do mundo ao nosso redor. O eterno efêmero, quando a pessoa que amamos hoje não seja mais aquela de amanhã, aquela qual, compartilhávamos tudo, até mesmo a discordância das coisas. Saber que em algum momento, exista alguém que não nos deixaria cair, mesmo não sabendo o tamanho da queda; sabendo que seria importante pra nós em algum momento. Acreditar que quando a lágrima escorrer, por qualquer que seja o motivo, talvez o mais tolo, ninguém estará lá pra secar. Quando a chuva cair e pararmos no meio dela e olharmos pro céu, saberemos que só uma pessoa permanecerá, nós mesmos.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Thursday's rain.


A chuva escorre pela janela, em um espaço curto de tempo. As coisas mudam, os pensamentos voltam, o coração congela, por não querer mais nada do que já teve, por não querer a doce ilusão de ter tudo que sempre quis e acreditar demais em tudo e em todos. Os dias, sempre iguais aos outros e sempre trazendo a mesma incerteza. Talvez quando deitava na cama, atravessava um mar de ilusões, ficava preso na caverna e não procurava nada de melhor. Aquela dor que vinha de dentro do peito e atravessava o coração e por mais que tu soubesses que estava lá, não conseguia tirar de lá. Sinto falta daquele alguém que mesmo que tudo ruísse, não iria soltaria a mão que nos prende, que não deixaria cair, por maior que seja o abismo em nossa frente. Aquela que falaria mentiras, só pra ver um sorriso em teu rosto, que faria de tudo pra te ver sorrir.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sobre sonhos e planos.

Com um turbilhão de emoções, me sinto calmo. Como se eu fosse apenas uma criança, um garoto que ainda não conhece o certo e o errado, aquele que imaginava que todos os sonhos pudessem ser realizados, aquele que brincava de sonhar. Me perco às vezes na fala, nos pensamentos e por tanto acreditar na incerteza da vida, que eu sempre me apoiei quando tudo parecia desabar. Não existe mais nada em que se possa acreditar, quando se perde o real motivo de viver, quando se sabe que não existe destino, nem livre-arbítrio, nem ninguém. Existe apenas um grande e vasto “eu”, que vaga pelo mundo como se fosse um fantasma acreditando nas pessoas, imaginando que dessa vez será diferente. Quando, na verdade, continuamos nos perdendo em nós mesmos, nessa imensidão do espírito.

domingo, 15 de abril de 2012

Paradoxo: Parte II.

O paradoxo do eu. Esse mundo imenso que existe dentro de nós mesmos, essa escuridão que habita dentro de cada um; a incerteza do coração. Os dias passam, as horas passam e tudo continua igual, da mesma forma como você deixou anos atrás. A força, a carência, o poder, tudo isso ainda faz parte de mim. Os incontáveis dias; daqueles quais eu nunca esquecerei. Por tanto esperar, por tanto viver, me tornei assim... Querendo mais um pouco de mim. Transformando tudo em nada, em silêncio, na imensa escuridão dentro do próprio vazio do ser.

domingo, 25 de março de 2012

Paradoxo.

Deitado na cama, imaginando mil e uma possibilidades pra nós. A cada segundo, mil imagens e vozes entram na minha cabeça, como se fosse o nosso teatro. A respiração para lentamente, as mãos e pés se contorcem e nós dois conseguimos chegar ao ápice; ao amor puro. A única luz que havia naquele momento, era o brilho dos seus olhos, aquele do qual eu nunca me esqueci. Os lábios, as mãos se entrelaçavam umas nas outras, todo aquele desespero que havia dentro do meu coração sumia. Percebi ao longo desse tempo, que é difícil viver com a incerteza, a incerteza das coisas. É muito mais do que um simples amor, é um verdadeiro amor.